Tem um piratão bem importante da história do rock que tá fazendo trinta anos em 2017. Em 18 de janeiro de 1987, os Pixies, então com menos de um ano de formação – e pouco antes de lançar o EP “Come on pilgrim” – foram dar uma entrevista e fazer uma sessionzinha esperta nos estúdios da WERS, uma das duas emissoras lá do Emerson College, na terra natal do quarteto, Boston. Brindaram o público com músicas que estariam no EPzinho, como “Holiday song”, “I’ve been tired” e “Isla de Encanta” (e praticamente o disco todo), soltaram músicas que guardavam para “Surfer rosa” (1988) (como “Break my body” e “I’m amazed”) e adiantaram em vários anos músicas de “Bossanova” (1990) e “Trompe le monde” (1991), como “Down to the well” e “Subbacultcha”. E ainda bateram um papo sobre influências e shows vindouros.

O especial está no YouTube e você pode ouvi-lo aqui.

Nos anos 1990, quando começaram a sair os primeiros CDs piratas (uma moda que durou até a chegada dos sites e programas de compartilhamento de arquivos), os Pixies, que estavam ganhando muitos fãs e tornavam-se rapidamente um item do rock alternativo a quase estourar (“Monkey gone to heaven”, no Brasil, passava bastante na MTV, por exemplo), tiveram itens bem bacanas lançados por selos especializados nesse tipo de lançamento, como Sonic Boom, Pendolar e Goregon. Mesmo com essa coisa de “ah, os CDs acabaram”, dá para encontrar umas cópias na Amazon.com desse disco e de itens como “Black hunter” (gravado no Cabaret Metro, de Chicago, em 1990) e “Hollywood holidays” (com entrevista e show de rádio gravados em 1991).