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Livros

Um livro infantil para crianças que veem o pai ser preso

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Um livro infantil para crianças que veem o pai ser preso

Ver o pai ser preso não é uma exclusividade de filhos de políticos. O pai de uma criança pode ser acusado injustamente de um crime, pode ter tido o nome envolvido em alguma maluquice, pode ter se envolvido em algum esquema bizarro e escroto no trabalho, pode estar plantando maconha em casa para consumo próprio ou uso medicinal – e os filhos passam a trocar os feriados na casa de praia e as pescas no barquinho por visitas a algum complexo prisional.

Mas isso eu não sabia que existia: uma escritora californiana chamada Melissa Higgins lançou um livro infantil chamado “The night dad went to jail: What to expect when someone you love goes to jail” (“A noite em que papai foi pra cadeia: o que vem por aí quando alguém que você gosta vai preso”, em português – o livro não tem tradução aqui).

Um livro infantil para crianças que veem o pai ser preso

Se esse livro fosse lançado no Brasil, possivelmente muita gente iria achar um absurdo o fato de Melissa não ter retratado, digamos assim, o dia a dia de uma família mais desfavorecida cujo patriarca vai para a cadeia. Mas o livro retrata com detalhes tudo o que pode acontecer a crianças de classe média cujo pai vai preso: revolta, dificuldade de perdoar o erro do pai, bullying na escola.

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Aparentemente Melissa é uma escritora bastante dedicada a fazer livros infantis sobre temas pesados e grandes discussões. Olha aí alguns outros títulos dela.

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Um livro infantil para crianças que veem o pai ser preso

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Cultura Pop

Os discos do poeta John Sinclair

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Os discos do poeta John Sinclair

O nome de John Sinclair, morto nesta terça (2) aos 82 anos. não é tão estranho assim para o fã de rock clássico. Afinal, ele foi empresário do MC5 na época do disco Kick out the jams (1969), foi homenageado por John Lennon numa música justamente chamada John Sinclair (de 1972) e até mesmo aquele discurso que o ativista Abbie Hoffman tentou fazer durante o show do Who no Festival de Woodstock (1969) aconteceria para conscientizar as pessoas em relação à situação de John. Que estava encarcerado por tráfico após vender maconha a um policial disfarçado.

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John havia sido condenado a dez anos de prisão, uma arbitrariedade. Mas foi solto em 1971 quatro deias depois de Lennon organizar um comício por sua liberdade, ao lado de Bob Seger, Stevie Wonder, Bobby Seale (do Partido dos Panteras Negras) e outros. Assim que saiu da prisão, Sinclair mergulhou de cabeça no ativismo pró-maconha e na produção de livros e escritos de poesia. Só que como seu estilo de texto tem tudo a ver com a cadência do jazz, pela maneira como é escrito e declamado, normal que ele não tenha ficado restrito aos livros, jornais e revistas. Tanto que dos anos 1990 para cá, ele vinha acumulando uma discografia bem grande.

Em 1994, por exemplo, saiu Full moon night, primeiro disco no qual Sinclair aparecia acompanhado pela agremiação variável de músicos que ganhou o nome de The Blues Scholars. O disco trazia textos como Homage to John Coltrane, Spiritual e Like Sonny, e saiu direto em CD por um selo chamado Total Energy, responsável por lançamentos retrospectivos de pré-punk – álbuns escarafunchando os baús de grupos como The Deviants, The New Race e o próprio MC5 saíram por esta etiqueta. Em 1996 saiu Full circle, mais um CD de Sinclair e sua banda, com participação de ninguém menos que o ex-MC5 Wayke Kramer, morto recentemente.

Um outro álbum bastante significativo de Sinclair saiu em 2008, com o nome de sua banda modificado para His Motor City Blues Scholars. É o ao vivo Detroit life, trazendo 15 faixas entre o jazz e o blues, com John declamando (às vezes bem alto, com voz gutural) textos de inspiração beat como The screamers, April in Paris, Let’s call this e Walking on a tightrope. As músicas são grandes, e boa parte dos números é quase instrumental, cabendo intervenções de John lá pelos dois minutos de faixa, em alguns casos.

A discografia de Sinclair inclui também vários discos apenas com seu nome (o mais recente é Beatnik youth, de 2017) além de álbuns impressionante feitos com a banda de jazz experimental e ruidoso Hollow Bones – como Honoring the local gods, de 2011. Já o percussivo PeyoteMind, de 2002, foi gravado ao lado da banda de psicojazzfolk Monster Island, e traz recordações de uma viagem feita em 1963 sob o efeito do psicoativo peiote.

Esse material vem encontrando relativamente poucos ouvintes nas plataformas – no Spotify, John tem apenas 207 (207!) ouvintes mensais. Não são discos muito divulgados –  enfim, poesia e jazz não formam exatamente uma combinação de sucesso. E saíram por selos independentes de alcance restrito. Mas boa parte do que Sinclair gravou está lá, e está ao alcance de futuros fãs – mesmo com a barreira da língua, tem a declamação de John e a maneira como ele faz tudo parecer uma espécie de jazz maldito e tribal. Além do seu ativismo anti-capitalismo, pró-maconha e pró-liberdade de expressão, perceptível em vários versos.

E só pra complementar, um material multimídia recente e importantíssimo saiu justamente da última aparição ao vivo de Sinclair. Em Paris, no dia 16 de fevereiro, ele leu o longo poema 21 days in jail, gravado por uma pessoa da plateia. A letra já havia sido musicada e gravada por ele com os Blues Scholars, mas aqui aparece sendo lida pelo autor.

Foto: Wikipedia.

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Lançamentos

Livro do DJ Zé Pedro, “Mela cueca” resgata clássicos do pop triste

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Livro do DJ Zé Pedro resgata clássicos do pop triste dos anos 1970/1980

“Mela cueca” é um termo que, lá pelos anos 1970/1980, era usado para definir um estilo de música romântico, melodramático, com letra geralmente falando sobre amores perdidos, ou qualquer tema que não fosse muito pra cima. Tim Maia costumava dizer que seus discos tinham lado A e lado B divididos entre “esquenta sovaco” e “mela-cueca”, mostrando o quando o termo ficou popularizado. Dessa vez, é o DJ Zé Pedro que relembra o termo em seu livro Mela cueca – As canções de amor que o mundo esqueceu (Ed. Garota FM Books), que ganha duas festas de lançamento, no Rio de Janeiro (31 de outubro, no Manouche) e em São Paulo (06 de novembro, no Bona), ambos marcados para as 20h, com entrada gratuita. O prefácio do livro é de Lulu Santos.

Mais conhecido como DJ e como curador (é criador do selo Joia Moderna, voltado para projetos da MPB que não encontram espaço em grandes gravadoras), Zé Pedro comenta no livro clássicos do pop dos anos 1970 e comecinho dos 1980, cabendo também um guia com faixas e comentários, além de textos bem confidenciais assinados por Júnior do Leme, codinome inventado pelo apresentador Carlos Imperial quando Zé Pedro participou de seu programa na TV Tupi. Ele também escreveu outro livro, Meus discos e nada mais, lançado em 2007.

O livro foi trabalhado pelo DJ durante três anos, até que teve uma troca de mensagens com Chris Fuscaldo, da editora Garota FM. Depois de um papo, a forma final do livro foi alcançada, com uma introdução vinda de vários relatos do escritor. A seleção do livro vai até 1980, quando saiu a trilha internacional da novela Água viva, “última grande trilha internacional de novelas”, segundo Zé Pedro. “De lá para cá, o som mudou, tudo ficou muito programado”, disse ao jornal O Globo.

Serviço:
RJ:
Dia: 31/10/2023 (terça-feira)
Horário: 20h
Local: Clube Manouche (Rua Jardim Botânico, 983 / basement, Rio de Janeiro)
Entrada Franca.

SP:
Dia: 06/11/2023 (segunda-feira)
Horário: 20h
Local: Bona (Rua Paulo Vieira, 101, Sumaré, São Paulo)
Entrada Franca

Nos dois casos, o livro estará á venda no local

Foto: Divulgação.

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Agenda

Livro de terror do ex-vocalista da Maldita ganha lançamento no Rio neste sábado (5)

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Lembra da banda carioca Maldita, que fazia um som entre o metal e o gótico e chegou a abrir shows de Marilyn Manson no Brasil? Erich Eichner, vocalista do grupo, retorna agora, mas como escritor. Ele vai lançar neste sábado (5) o livro Contos de aduana (Ed. Ilustre), reunindo quatro contos inéditos de ficção e terror. Erich é fanático pelo estilo desde criança, quando leu uma antologia que tinha os clássicos Frankenstein (Mary Shelley), Drácula (Bram Stoker) e O médico e o monstro (Robert Louis).

“Passei a frequentar livrarias atrás de tudo que poderia encontrar”, relembra o autor, que, no livro, criou personagens que foram inspirados em pessoas reais, que estão sempre em ambientes ligados a uma atmosfera musical. Transtornos afetivos, rejeição e sexualidade estão entre os temas do livro, e nomes como Leonard Cohen, David Bowie, The Doors e The Cure, admirados por Erich, surgem como referências a cada conto.

O lançamento rola neste sábado (5), às 21h, no Estação NET Rio, em Botafogo, junto com a exibição do curta Pedaços, de Erich e Pedro Punk, dentro da Mostra 26 Anos Cavideo. Tendo como locação lugares clássicos da Zona Sul, como a Praia de Ipanema e o Baixo Gávea, o filme produzido pelo Studio Contra foi feito com recursos próprios e finalizado em 2015. No papel principal, o elenco conta com o ator Carmo Dalla Vecchia, e a trilha sonora foi produzida por Scott Puttesky, mais conhecido como Daisy Berkowitz, guitarrista de Marilyn Manson. Por sinal, Erich sonha em ver seu livro levado para a tela grande.

“Uma das principais influências na minha vida é Stephen King, autor de vários best sellers adaptados para o cinema. Quem sabe Contos de Aduana vire um filme?”, conta ele, fã também de Dario Argento (Inferno). Gaspar Noé (Climax), Tobe Hooper (Poltergeist), Wes Craven (A hora do pesadelo). A editora Ilustre, por sua vez, é do jornalista e escritor Pedro de Luna, e lançou livros como Champ – a incrível história do baixista Champignon do Charlie Brown Jr, do próprio Pedro.

Exibição do Filme Pedaços
Horário: 21h na Mostra 26 Anos Cavideo
Estação NET Rio – Rua Voluntários da Pátria 35 | Botafogo | RJ
Entrada: R$ 14
Informações: 21 – 2226-1986

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