Connect with us

Notícias

Sucesso: o disco novo dos Killers em primeiro nos EUA

Published

on

Sucesso: o disco novo dos Killers em primeiro nos EUA

Wonderful, wonderful, quinto disco dos Killers (que, você sabe, estão vindo aí para o Lollapalooza 2018), pode ter tido uma elaboração meio bizarra, com o baixista Mark Stoermer caindo fora da turnê que o antecedeu, o guitarrista Dave Keuning resolvendo não participar das fotos de divulgação e a banda admitindo que precisou fazer até mesmo terapia em conjunto. Mesmo com as condições adversas, o sucesso veio rapidinho: o New Musical Express o considerou o melhor disco da banda desde o segundo, Sam’s town, de 2006. E a banda conseguiu chegar ao topo das paradas americanas pela primeira vez com o álbum lançado em 22 de setembro. O disco chegou a desbancar nada menos que Concrete and gold, dos Foo Fighters, vendendo 118 mil cópias em sua primeira semana de lançamento nos EUA.

O disco novo ainda traz um novidade que ninguém imaginaria, que é a participação de ninguém menos que Mark Knopfler, do Dire Straits, na guitarra em Have all the songs been written, a última faixa do álbum. Mark havia revelado a participação em maio por intermédio de seu site, e deixou vários fãs (dele e dos Killers) surpresos – o guitarrista e a banda sempre se admiraram mutuamente. A canção por sinal, teve título sugerido por Biono Vox (U2) e veio de um bloqueio criativo do vocalista Brandon Flowers, quando ele não conseguia escrever música nenhuma.

Se você não ouviu, tá aí.

Advertisement

Foto: Danny Wilson (Wikimedia Commons)

Cinema

Mostra de cinema e música Curta Circuito vem aí e estamos nela!

Published

on

Tem um festival unindo música e cinema, cuja 21ª edição começa hoje, e nós estamos nele. O festival Curta Circuito começa nesta segunda (11), online e que e traz sete filmes brasileiros que contam a história da música e de músicos. Com direção de Daniela Fernandes e curadoria de Andrea e Carlos Ormond, o evento acontece online pelo site da mostra, entre 11 e 17 de outubro, com filmes disponíveis a partir das 20h em cada dia e participação gratuita. Nós (enfim, eu, Ricardo Schott, editor deste site) estamos lá participando de um debate sobre o filme Ritmo alucinante, de Marcelo França (na quarta, dia 13, ao lado do diretor de fotografia Jom Tob Azulay)

“Em anos anteriores debatemos filmes populares (2017), violência (2018), fé, magia e mistério (2020). Nosso recorte da curadoria conta não especificamente a história da música, mas histórias de música – e de músicos. Em todos os filmes, existe um ponto convergente: os músicos são protagonistas de experiências e emoções, levando de carona o espectador”, explica a curadora Andrea Ormond. “Esta edição do Curta Circuito vem como mais um alento a todos aqueles que resistem. A programação está recheada de histórias e da presença de personagens femininos marcantes da filmografia brasileira, dos anos que trazem som, cor, vivacidade, liberdade e postura”, completa a diretora Daniela Fernandes.

O filme Ritmo alucinante mostra trechos do festival Hollywood Rock de 1975, realizado no antigo Estádio de General Severiano, em Botafogo, com participações de Rita Lee, Vímana, O Peso, Erasmo Carlos, Raul Seixas e Celly Campello.

Advertisement

Entre os outros filmes da mostra estão Bete Balanço (1984, dir. Lael Rodrigues), Um trem para as estrelas (1987, dir. Cacá Diegues), Corações a mil (1983, dir. Jom Tob Azulay, com Gilberto Gil e Regina Casé) e Roberto Carlos e o diamante cor de rosa (1970, dir. Roberto Farias).

>>> Apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma

Continue Reading

Notícias

Animage: estreia nova edição de festival de animação de Pernambuco

Published

on

A décima-primeira edição do Animage – Festival Internacional de Animação de Pernambuco vai rolar em edição híbrida entre 8 e 17 de outubro. O festival vai ter exibições online e sessões presenciais no histórico Teatro do Parque, conhecido por reunir os fãs de cinema do Recife e que foi recém-reinaugurado.

A nova edição do festival, a primeira após a interrupção provocada pela pandemia, traz longas-metragens, competição internacional de curtas, mostras especiais, oficinas para crianças, iniciantes e profissionais, além de masterclasses, entrevistas e painéis, tudo com acesso gratuito. Toda a programação poderá ser acompanhada no site animagefestival.com.

Entre os filmes do evento, tem produções ligadas à música, como o japonês On-Gaku: Our sound, de Kenji Iwaisawa, que conta uma história sobre três jovens delinquentes que decidem formar sua própria banda de rock mesmo sem saber tocar nenhum instrumento, e é baseado no mangá japonês Ongaku to manga, de Hiroyuki Oohashi. O filme tem referências a banda clássicas do rock, como os Beatles, e a grupos do punk e do pós-punk. Apresenta 40 mil desenhos feitos à mão e demorou sete anos para ser finalizado. O filme será exibido na sexta (8), às 19h.

Advertisement

Emidoinã, que ganha lançamento no festival, é uma narrativa audiovisual criada pelo compositor, cantor e diretor André Abujamra, e é uma ópera rock que parte do novo disco do artista, explorando o imaginário do fogo e a nossa relação com esse elemento da natureza. Do elenco, participam Rodrigo Santoro, Maria de Medeiros (atriz de Pulp fiction), Criolo, Zélia Duncan, Chico César, B-Negão, Fernanda Takai, Pedro Luís e Russo Passapusso. O filme será exibido no sábado (09) às 19h, com reprise no dia 16 também às 19h.

>>> Apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma

Advertisement
Continue Reading

Notícias

O adeus dos Estranhos Românticos

Published

on

Depois de três discos, a banda carioca Estranhos Românticos decidiu encerrar atividades. Último sol, o novo disco, saiu há pouco e revela um indie-rock com letras sobre o dia a dia, sobre romantismo e sobre a vida no Rio (não por acaso, o novo álbum abre com Boa noite, Copacabana). O disco inicialmente nasceu da ideia de fazer um álbum duplo, que incluiria inicialmente o material dele e de , o anterior (2020).

“Mas percebemos que, numa época em que todo mundo lança singles e poucos lançam álbuns, seria um desperdício jogar nas plataformas um disco duplo onde poucos chegariam até o final”, comenta Pedro Serra, baterista do grupo, que inclui também Luciano Cian (teclados), Marcos Müller (voz e guitarra) e Mauk (baixo).

O experiente Pedro, que atua também como DJ, bateu um papo com o POP FANTASMA sobre o novo disco, sobre o fato de Último sol ter sido lançado inicialmente no Bandcamp, e sobre o que vem acontecendo com o Rockarioca, movimento de bandas e artistas do Rio de Janeiro, que já virou matéria nossa, e que vem rendendo uma série de lives e posts bem legais nas redes sociais.

Advertisement

Me fala um pouco porque é que a banda resolveu encerrar atividades com três discos. Você diria que cansou um pouco levar a banda adiante em tempos pandêmicos ou isso nem contou?

Olha, na verdade o Estranhos Românticos começou a acabar em 2019 no começo da gravação do segundo disco – que também se desdobraria no Último sol. Porque quando a banda entrou no estúdio (La Cueva, do produtor argentino Seu Cris), tínhamos 19 músicas prontas: compostas, arranjadas, algumas já em seu terceiro ou quarto arranjo. E muito bem ensaiadas, fruto de três anos de trabalho. O primeiro disco homônimo produzido por JR Tostoi tinha sido lançado em 2016.

A gente pensava em gravar um disco duplo, na verdade. Daí a banda brigou no terceiro dia de gravação. E por uma semana, parecia que tinha sido tudo em vão. Mas a gente é macaco velho e depois de muito pensar resolvemos tentar terminar a gravação porque as músicas eram muito boas e tínhamos trabalhado muito nelas. Seria um enorme desperdício. Foi muito difícil, porque a banda não se encontrou mais. Cada um ia ao estúdio gravar as suas partes sozinho com o produtor Seu Cris. Aliás, esses álbuns só saíram graças ao empenho e paciência dele.

Só voltamos a nos encontrar na fase da mixagem, no começo de 2020. Daí fomos vendo que algumas músicas estavam mais “prontas” que outras, que tinha algumas que combinavam entre si e outras que caberiam num outro contexto. Também percebemos que, numa época em que todo mundo lança singles e poucos lançam álbuns, seria um desperdício jogar nas plataformas um disco duplo onde poucos chegariam até o final. E durante a mixagem começou a pandemia, mas não atrapalhou muito. O Seu Cris mixava, mandava pra gente e a gente dizia o que achava. Assim, focamos no grupo das 10 músicas mais prontas e que tinham a ver entre si para Só, que foi lançado em maio de 2020. O álbum teve ótimas participações de JR Tostoi, Gilber T, João Pedro Bonfá e do guitarrista argentino Dom Horácio. E guardamos as outras 9 para mais tarde.

O clima entre a banda começou a melhorar, pensamos inclusive em fazer um show (único) de lançamento dos dois discos quando a pandemia terminasse. Em março de 2021 voltamos a trabalhar no que seria o 3º álbum, Último sol. O Marcos regravou alguns vocais e guitarras, o Luciano refez alguns teclados e as músicas foram crescendo – assim como o atrito entre nós. As divergências foram aumentando à medida que as músicas iam ganhando mais forma. Quisemos repetir o esquema de participações que deu muito certo no disco anterior. É muito legal como as músicas ganham uma outra dimensão quando se traz alguém de fora, com um novo olhar.

Advertisement

Quem do Rockarioca está no disco?

Tivemos dois companheiros de Rockarioca no disco. O “Nervoso” André Paixão gravou guitarras e vocais em Me beija, levando ela ainda mais prum lado Jovem Guarda e o Latexxx, que remixou Mergulho no Saara (Latexxx Remixxx). Também teve participação da cantora e atriz argentina Cony Piekarz, conhecida do produtor Seu Cris. E do saxofonista Marcello Magdaleno, que tocou com Canastra e Cisco Trio e tem uma interessante carreira solo. Por mim, teria chamado até mais gente para contribuir.

O Nervoso é essa “jovem lenda” do rock independente carioca, como disse o MauVal outro dia. O conheço desde a adolescência – a mãe dele era amiga da minha. Sempre acompanhei a carreira dele e vice-versa, desde Beach Lizards (ele) e Ao Redor da Alma (eu). A gente tocou junto no projeto Os Helenos, de músicos botafoguenses que gravaram um EP em 2016, eu já editei clipe do Nervoso & os Calmantes… Eles e o Latexxx estão no Rockarioca e eu teria chamado mais gente de lá pra participar – não só pela qualidade musical, mas também pela afinidade. Infelizmente perdi a queda de braço.

Você vinha se dividindo entre duas bandas, o Estranhos Românticos e O Branco E O Índio. Como estava sendo cuidar de dois projetos musicais ao mesmo tempo?

Tocar nas duas bandas não era problema nenhum, mesmo porque os sons são totalmente diferentes e os horários compatíveis. O Mauk (baixista), por exemplo, toca em umas 7 ou 8 bandas! O que era mais complicado é porque eu acabo sempre produzindo as bandas em que toco, e isso tornava as coisas mais trabalhosas e sensíveis. Tipo, qual das bandas inscrever para tal projeto? Ou qual delas tem mais a ver com determinado espaço pra show?

Advertisement

Como é ter uma banda indie que trata de temas românticos nas músicas? Você diria que o Estranhos Românticos busca uma forma diferente de falar de amor?

As letras quem fazia era o Marcos. Mas sem dúvida o estilo dele falar de amor é diferente, mais existencial e cheio de complicações…

Aliás como é falar de certos temas mais escapistas, digamos assim, numa época maluca dessas, com gente escrota no poder, pandemia, etc? Você diria que isso até incentiva na hora de compor uma canção que possa levar o ouvinte pra um lugar legal?

O amor é algo universal e atemporal, né? Todo mundo sente, todo mundo sofre, todo mundo quer. Acho que serve sim pra escapar um pouco desse pandemônio em que estamos vivendo e tentar manter um pouco a nossa sanidade mental e emocional.

Como surgiu a ideia de ter um remix no disco e como foi trabalhar com a turma do Latexx? 

Advertisement

Mergulho no Saara era uma música que a gente gostava muito do disco anterior e achamos que tinha tido pouca atenção. O Latexxx é uma dupla de synth-rock que faz um som muito interessante, inclusive tocam na nova formação do Fausto Fawcett & os Robôs Efêmeros. E agitam muito – além de serem amigos. Eu participei da sessão de fotos pra capa do EP deles, fiz playlist pra tocar em show deles… Eles extraíram o sumo da música, transformando ela num eletro-punk-funk-carioca, com adição de alguns synths.

Como vai o Rockarioca hoje e que balanço você faz desse um ano?

O movimento coletivo Rockarioca está fazendo um ano em outubro e acho que está mudando muita coisa. Tivemos algumas trocas de artistas que não se adaptaram à coletividade ou saíram por outros problemas e firmamos em 24 bandas fixas e uma mensal, porque tem muita gente boa querendo entrar e o espaço (na playlist) é limitado. Posso afirmar que temos um grupo de artistas unido, que conversa, se ajuda e troca musicalmente – taí o projeto Disstantes do Gilber T e Homobono e as participações nos discos uns dos outros, que não me deixam mentir.

Mas não é só isso. Além de três playlists (do coletivo, de influências dos artistas e de discos importantes do rock carioca) no Spotify e Deezer, e uma de clipes no Youtube, temos agitado muito nas nossas redes (Facebook e Instagram) com seções fixas durante toda a semana. Na segunda-feira, falamos das estreias da semana (e os artistas comentam sobre suas novas músicas). Na terça-feira, contamos histórias sobre os instrumentos da galera (e isso tem sido bem revelador – não só em termos musicais, mas pessoais).

Na quarta-feira, sobre outros artistas selecionados que não estão no coletivo. No #tbt de quinta-feira, sobre bandas antigas da galera, ou estúdios, casas de shows ou projetos clássicos. Na sexta-feira, sobre clipes e nos sábados um artista do coletivo fala sobre um disco do rock carioca. E isso tem gerado vídeos dos artistas retratados e uma interação muito legal entre gerações – já participaram Evandro Mesquita, Pedro Luís, Cris Braun, Fausto Fawcett, Lucas Vasconcellos, JR Tostoi, Pedro Garcia… Os próximos passos são fazer um festival, uma turnê e um disco.

Advertisement

Me fala um pouco dessa opção de lançar o disco primeiro no Bandcamp. Como ficou isso pra vocês?

Eu quis chamar atenção para esse problema da remuneração dos artistas pelas plataformas digitais. Durante o ano e meio de pandemia, o meio musical foi um dos que mais sofreram, com a falta de arrecadação nos shows. E ficou patente como os artistas são mal pagos pelas plataformas digitais. Com 0,00348 centavos de dólar arrecadados a cada reprodução e tendo que ter 60.000 visualizações para garantir um salário mínimo, fica parecendo que a música não vale mais quase nada – quando na verdade, o mundo revolve ao redor da música.

O Bandcamp é uma plataforma que permite que os artistas recebam quanto pedirem pela sua música. E além disso, repassam integralmente as receitas para os artistas uma vez por mês. No caso do lançamento do Último sol, o que aconteceu é que mesmo tendo poucas vendas, a receita gerada pelos 5 dias de pré-venda da Bandcamp foi mais alta que a de 15 dias em todas as outras plataformas, juntas.

Quais são os projetos pro lançamento do disco?

A gente não tem paciência para esse novo esquema de lançamento de ir soltando os singles aos poucos pra depois, só lá no final, lançar o álbum. Então o álbum tá aí, não tem música de trabalho e eu mando ele inteiro para as rádios – do Brasil e do mundo. O que é muito legal, porque cada programa escolhe uma música diferente para tocar. Como nos álbuns anteriores, eu tenho feito um forte trabalho de divulgação nas webrádios brasileiras e europeias, e nas college radios americanas. Além das ondas internéticas, músicas diversas do disco já tocaram em rádios FM de Manaus a Joinville, passando por RJ, SP e Brasilia – e fora do Brasil em São Francisco e Portland (EUA), Madri e Granollers (Espanha), La Plata e Ushuaia (Argentina), Cidade do México e Londres, nesses 15 dias.

Advertisement

Como entendo que as pessoas atualmente só conseguem focar em uma música por vez, vamos lançar uma música por semana, na ordem do álbum, na playlist Rockarioca.

Eventualmente vai rolar clipe também, porque eu e o Luciano Cian (tecladista) trabalhamos com isso. Mas acho importante sempre a música respirar sozinha primeiro, sem a ajuda de imagens que influenciam diretamente na percepção da canção.

O que mais você vem fazendo de trabalho (como DJ, pesquisador, jornalista, etc)?

Eu realmente não me adaptei ao esquema de discotecar online. No começo da pandemia cheguei a fazer umas sessões revisitando as minhas festas (Projeto Rock Brasil – 1989, Copaphonic – 1997 e BLAX – 2004-2019) no Facebook, mas elas eram rapidamente tiradas do ar por problemas de direito autoral (que no meu entendimento o Facebook deveria pagar, porque quem lucra com isso são eles e não eu).

O trabalho com o Rockarioca me toma muito tempo. Não é remunerado, mas espero em breve começar a conseguir algum tipo de suporte. Estamos tentando uns editais. E mantenho meu trabalho de editor de imagens pela internet – as pessoas me mandam as imagens online, eu baixo, edito e reenvio.

Advertisement
>>> Apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma

Continue Reading
Advertisement

Trending