Silvio Santos ganhou recentemente uma… bom, não sei se dá para dizer que é uma homenagem. O grupo As Colegas de Trabalho jogou na internet o disco O maior brasileiro de todos os tempos, definido por eles como “Política, culto, Domingo, Hitler, Xuxa, força e coragem. No Brasil, pouco se investiga – é isso mesmo” (o projeto é creditado aos músicos S, B e T).

Ouça por sua conta e risco: o álbum (que lembra grupos podres como Negativland e Crass, e tem essa capa engraçadinha aí) é uma colagem anarco-punk de vários áudios do Programa Silvio Santos e de programas do SBT – boa parte deles tirados do YouTube. Abre com O aviãozinho da reforma, que tem sampler da “justa homenagem a Silvio Santos feita por seus colegas de trabalho” (isso rolou num dos aniversários recentes do patrão) e prossegue com as falas de Silvio durante a fracassada (e esquisita pacas) campanha eleitoral do apresentador à Presidência da República. Até o jingle da campanha os caras recuperaram para a faixa.

O segundo absoluto, zoação com a obsessão do SBT com o segundo lugar invicto, é o Revolution 9 do grupo: abre com um “número 2, número 2, número 2” e prossegue com as vozes de Silvio, Ratinho e do rato Xaropinho.

Já a quilométrica Silvio no divã abre com uma fala do “patrão” dizendo que estava indo a um psicanalista, o tema do “pião da casa própria” tocado no piano intermitentemente (é Holiday for strings, que no Programa Silvio Santos surge na veraão de Henry Jerome) e várias vozes de Silvio e seus jurados coladas ou tocadas ao contrário. Código ético tem “feat. Fernando Collor” e traz o judeu Silvio dizendo que “não tem nada contra Hitler”. A frase realmente foi dita por ele num Em nome do amor de 1999 em que apareceu um candidato chamado Hitler (de vez em quando alguém vai lá e ressucita esse vídeo nas redes sociais).

Se não está maluco o suficiente para você, pega aí um dos vídeos que As Colegas de Trabalho soltaram no YouTube para ajudar a viralizar o disco O maior brasileiro de todos os tempos: O Pião da Casa Própria por dez horas.

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