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Televisão

R.E.M. estreando na TV no programa de David Letterman

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R.E.M. estreando na TV no programa de David Letterman

Em outubro de 1983, Late Night with David Letterman chegava à segunda temporada no canal NBC e fazia bastante sucesso. Não apenas pelas entrevistas, como também pelo fato de David revolucionar o setor colocando toques de comédia em todas as conversas. Até mesmo com a turma do R.E.M., que tinha recém-acabado de lançar o primeiro disco, Murmur, e passava por lá para fazer deu debute em televisão nacional. O grupo tocou o semi-hit Radio free Europe e uma música “que ainda é muito nova para ter um nome”, como afirmaram Peter Buck (guitarra) e Mike Mills (baixo) no papo com Letterman. Anos depois, essa canção viraria So. Central Rain.

E como foi isso aí para o R.E.M.? Bom, Mike Mills falou em 2015 para a revista digital Salon que sabia que Dave era um grande fã de música. E sabia que o apresentador gostava de dar “furos” musicais, lançando bandas novas. “Eles se divertiram com o fato de serem os primeiros. Eles gostavam de encontrar uma banda antes que qualquer outra pessoa o fizesse – embora na época não houvesse competição de madrugada. Ainda era um feito para eles conseguirem dar bandas jovens antes de todo o mundo”, explicou.

No papo com Letterman, Mills e Buck falam sobre preços de discos (Letterman quer saber por que Murmur custa menos na loja que vários outros álbuns), bandas novas de Athens (Mills citou as hoje desconhecidas Love Tractor e Method Actors) e outros assuntos. Michael Stipe não participa da conversa, mas é porque já havia sido acordado que Mills e Buck sentariam no sofá ao lado de Letterman. “Só que Dave não fez isso. Ele se aproximou de nós e Michael já havia se sentado quando Dave chegou. Peter e eu estávamos de pé ali”, conta.

Por sinal, recentemente Michael Stipe e David Letterman adotaram visuais parecidos.

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Cultura Pop

Life With Lucy: a última série de Lucille Ball em 1986

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Life With Lucy: a última série de Lucille Ball em 1986

O sucesso de séries como As supergatas, lançada pela NBC em 1985, acabou fazendo com que o mercado televisivo acordasse para uma realidade: o público mais velho queria se ver na telinha, e séries protagonizadas por atrizes e atores mais velhos dava certo. Foi por causa disso que, em 1986, a concorrente ABC decidiu produzir uma nova série com ninguém menos que Lucille Ball, que estava com 75 anos, vinha fazendo poucos trabalhos na televisão e não botava tanta fé na história de que poderia estourar com uma nova série.

Foi daí que surgiu a última série de Lucille na TV, Life with Lucy, exibida por apenas uma temporada, entre 20 de setembro e 15 de novembro de 1986. Pode acreditar: apesar do sucesso de toda a produção anterior de Lucy na TV, o público correu da nova série dela, que teve apenas treze episódios e cinco deles nem sequer foram exibidos. Houve ainda um décimo-quarto episódio na jogada, escrito mas nunca gravado.

A novidade é que a temporada única da série está no YouTube.

Life with Lucy, para quem curte bastidores da TV, era um reencontro de Lucy com vários colaboradores de longa data. A emissora queria que os roteiristas da série M*A*S*H, sucesso na época, fizessem o roteiro. A atriz insistiu que Bob Carroll Jr. e Madelyn Pugh, que trabalhavam com ela há bastante tempo, escrevessem todo o seriado. Mandou contratarem o técnico de som Cam McCulloch, que trabalhava com ela desde a série I love Lucy – e, aos 77 anos e apresentando surdez galopante (!).

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No papo abaixo, Lucy apresenta ao público Gail Gordon, um ator veterano e aposentado que havia trabalhado com ela na juventude e que voltava em Life with Lucy.

Life with Lucy, até por causa do controle total assumido pela atriz, não teve interferência alguma do canal. Lucy fez tudo da maneira que queria, e a ABC punha fé que o programa seria um sucesso. Aaron Spelling, produtor da série, viu os números desceram morro abaixo assim que a série foi prosseguindo – algum tempo depois, afirmou que seu erro foi ter deixado a atriz fazer o programa da mesma forma que os clássicos da carreira dela tinham sido feitos, havia muitos anos. Algumas publicações chegaram a classificar Life with Lucy como “o pior programa de todos os tempos”, ou algo do tipo.

Maldade com uma série que acabou sendo o último programa de Lucille Ball e que, ao menos, tem valor histórico. De qualquer jeito, até mesmo o plot da série – Lucille interpretava uma viúva que herdava uma loja do falecido marido e tentava tocar o negócio coma família – parecia um tantinho ingênuo se comparado às séries da época, inclusive no caso das idosas super-poderosas de As super gatas. De qualquer jeito, a série foi lançada inteira em DVD em 2019 e tá no YouTube para quem quiser tirar suas próprias conclusões.

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Cultura Pop

A babaquice sem fim de Buzzkill, programa de pegadinhas da MTV

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A babaquice sem fim de Buzzkill, programa de pegadinhas da MTV

A MTV depois de Buzzkill fez programas mais malucos ainda, como Jackass. E Buzzkill não se tornou exatamente um clássico. Foi exibido em só uma temporada, no ano de 1996, e depois foi descontinuado porque 1) mexia com os brios de uma turma bastante famosa; 2) já estava atraindo problemas demais até mesmo para o próprio canal. Hoje você acha inclusive alguns episódios espalhados pelo YouTube. Dave Sheridan, de Todo mundo em pânico, dirigia e atuava.

Buzzkill foi criado para fazer pegadinhas, com pessoas conhecidas ou não. No primeiro episódio, os três atores do programa foram à praia gravar um comercial falso de loção para a pele, e convidaram figurantes – que poderiam participar desde que topassem passar loção numa certa parte do corpo dos atores onde o sol não bate.

Em outro episódio, um dos atores se passou pelo designer de moda e apresentador Isaac Mizrahi e deu uma enganada básica na Whitney Houston. Sim, ela ficou puta da vida: disse até que, como vingança por causa do programa, jamais voltaria a se apresentar na MTV. Já em outro, a turma resolve fingir que está fazendo um quadro para o programa de Dave Letterman… sem o Dave Letterman. E recruta um bando de coitados para mostrar o que não se deve fazerem um restaurante.

Tem várias cenas aí.

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Cultura Pop

Pink Floyd na BBC em 1967

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A redescoberta de um filme raro do Pink Floyd cantando o hit See Emily play no programa Top of the pops (da BBC) virou notícia em 2009: o British Film Institute chegou a agendar um evento, em 8 de dezembro daquele ano, em que seriam exibidos várias raridades, entre elas o filmete do Floyd, com um alinhado Syd Barrett na liderança.

Outras raridades apareceram na ocasião, como a exibição de Time for Blackburn, programa do DJ e apresentador Tony Blackburn (“e suas piadas horríveis”) que virou raridade, que tinha até mesmo uma apresentação do Who tocando o sucesso Magic bus. Houve também a exibição de um trecho do programa Look! Hear!, produzido para a operação regional da BBC, em West Midlands. Foi nesse programa que o Black Sabbath apareceu pela primeira e única vez com Dave Walker, um ex-vocalista do Fleetwood Mac que ficou pouquíssimo tempo na banda em meio a uma saída rápida de Ozzy Osbourne (o vídeo não está no YouTube).

De acordo com uma matéria do site Brain Damage, foi mesmo o protoclipe do Pink Floyd a grande estrela da noite. O filme estava guardado em condições pra lá de duvidosas no acervo de “um eminente músico de rock” e teve que quase sofrer uma operação plástica nas mãos da turma do BFI. “O óxido estava quase caindo da fita”, afirmaram no site.

E pelo menos alguém se lembrou de colocar o filme no YouTube.

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