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Cultura Pop

De Jon Bon Jovi a Shakira: os shows gringos do “Programa Livre”, nos anos 1990

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Acredite: houve um tempo em que era possível ligar a TV de tarde, num canal aberto, e assistir a um show de um artista internacional, ali na sua frente – com direito a entrevista e debate com a plateia. Foi em assim em vários momentos do “Programa Livre”, apresentado por Serginho Groisman entre 1991 e 1999 no SBT.

Bom, nem tanto assim: na maior parte do tempo, o programa convidava artistas do SBT, ou nomes muito populares na época, ou gente do rock nacional e da MPB. E o “Programa Livre” nem sempre foi apresentado de tarde. Passou por inúmeros horários na grade do SBT, e Serginho, em várias entrevistas, reclamava de ser avisado das mudanças em cima da hora (ficou famosa uma entrevista de Silvio Santos à “Amiga” em que o “patrão” dizia que mantinha a atração na emissora mesmo tratando-se de um programa “elitista”). Mas já era um belo adianto. Olha aí alguns dos nomes que foram lá.

Em outubro de 1997, Jon Bon Jovi veio ao Brasil divulgar o disco solo “Destination anywhere”, numa turnê sem shows (rolou só uma apresentação para convidados no Rio) e com algumas aparições em TV: esteve no “Domingão do Faustão” e também passou pelo palco do “Programa Livre”. Olha aí.

https://www.youtube.com/watch?v=ewyQ8zhsiZ4

Quem passou por lá também foi o Sepultura, em 1992, lançando o “Arise” com sua formação clássica, bem naquela época em que a banda era mais uma atração gringa do que brasileira. Vania, mãe dos irmãos Cavalera, exibe o primeiro disco de ouro ganhado pela banda na Indonésia. Um garoto da plateia pergunta sobre “como começou a treta com o Sarcófago” (banda mineira de heavy metal que passou um bom tempo brigada com eles).

Alanis Morrissette no programa em 1998, pouco antes de lançar “Supposed former infatuation junkie”, num show intimista de voz-violão-teclado.

O Live, surfando no hit “Pain lies on the riverside”, no palco do programa em 1992 (claro que a primeira música é essa mesma).

O Midnight Oil, que está vindo aí, continua a turnê do disco “Breathe” passando pelo palco do programa em 1997.

https://www.youtube.com/watch?v=uMvHWXJ2wgI

Tem saudades da fase dance-rock de Shakira? Tá aí o que você queria: doze minutos da colombiana no “Programa Livre” em 1996.

Até o Kiss passou por lá, em 1994, quando ainda estava em plena turnê do disco ‘Revenge” (1992). Sem máscaras, fizeram um show bem legalzinho – abriram com o hit “Parasite”, do disco “Hotter than hell”, de vinte anos antes.

E em 14 de novembro de 1997, os Scorpions passaram por lá lançando o disco “Pure instinct”.

Seis minutos da banda alemã Kreator no programa em 1992, com o hit “Terrorzone”.

Até os Smashing Pumpkins estiveram no palco do programa em 1998, lançando o disco “Adore”. Aqui, eles cantam “Ava Adore”.

“Maria do Bairro” fazia sucesso no SBT e a mexicana Thalía, que interpretava o papel principal na trama, veio ao país para aparições no canal. Olha ela aí no programa.

https://www.youtube.com/watch?v=xOr0J_hbg8A

Criada pelos mesmos empresários que lançaram (mas não faturaram com) as Spice Girls, a boy band Five também foi ao “Programa Livre”, em 1999. Nesse ano, Serginho assinou contrato com a Globo e, na falta dele, uma porrada de gente passaria pelo comando da atração, incluindo Babi Xavier, Ney Gonçalves Dias e Otávio Mesquita.

(para quem ficou muito curioso, existe um vídeo de Ney apresentando o programa – obviamente não deu muito certo)

Para quem ama loucamente anos 1980, vinte e um segundos de “Overkill”, com o Men At Work, no programa em 1996 – a produção errou e disse que a música era “Down under”.

E como o U2 nunca foi lá, pega aí a apresentação do U2 Cover em 1992 com “Sunday bloody sunday”.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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