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POP FANTASMA exclusivo: Ave Máquina, “Cigarra”

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POP FANTASMA exclusivo: Ave Máquina, "Cigarra"

A definição do Ave Máquina é clara e simples: “Banda de rock tropicalista”. Mas o grupo, que une rock psicodélico, hard rock, tropicalismo e música nordestina (e lança com exclusividade no POP FANTASMA o webclipe de Cigarra), segue uma receita própria.

“Acho que o nosso ponto de convergência é nossa paixão pela música brasileira. Clube da Esquina, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Mutantes. Isso tudo está em nosso DNA sonoro, mesmo quando estamos trilhando outros caminhos estéticos”, diz o baixista e tecladista Rafael Monteiro, que divide a banda com Katia Jorgensen (voz e triângulo), Fiu (voz e bateria) e Yuri Ribas (guitarra).

NOME

Ao contrário do que muitos fãs devem pensar, o nome da banda não surgiu como homenagem ao Casa das Máquinas e ao Ave Sangria, duas grandes bandas nacionais dos anos 1970, ainda na ativa. Foi uma coincidência involuntária, que fez a banda amar ainda mais o nome escolhido.

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Além das influências comuns todos, cada integrante tem suas preferências. Rafael, por exemplo, curte grupos psicodélicos e experimentais. Já Katia (que é atriz formada pela Casa de Arte de Laranjeiras e tem carreira solo como cantora), segundo o colega baixista, é bastante ligada a artistas da nova geração. No fim de Cigarra, impressiona soltando um vocal agudo de longo alcance. “Acredito que seja o resultado de mais de quinze anos como preparadora vocal”, conta ela, que manteve o trabalho como preparadora, três vezes por semana, durante o isolamento (mas em aulas online).

PANDEMIA

O isolamento vem ensinando muitas coisas a músicos e artistas em geral. Com o Ave Máquina não tem sido diferente, apesar do sofrimento que é ficar longe da família e dos amigos, e da verdadeira paranoia que se tornou ir à rua. Fiu, por exemplo, tem precisado sair, com cuidados, para entregar os hambúrgueres que faz em casa. “Quando estou livre, busco me distrair com games, livros, escrevendo, desenhando… Ainda não vivo da música, mas a aproveito ouvindo, pesquisando, conhecendo e buscando referências”, conta.

Já Katia teve uma ideia para viabilizar o clipe de Cigarra, com roteiro e direção da artista Nicole Peixoto. Com pouca grana e pouco tempo (o que dificultaria o lançamento de um crowdfunding), sugeriu aos amigos fazer uma rifa. “Como temos amigos e fãs, achei também que seria uma oportunidade legal para nos aproximar ainda mais deles. Foram três meses de recolhimento da grana, e no fim deu super certo. A resposta foi linda e conseguimos atingir nosso objetivo. Até mais do que esperávamos”, conta a vocalista.

“A Nicole Peixoto já era seguidora da banda há um bom tempo. Em junho deste ano ela nos mandou uma mensagem para elogiar o webclipe da música Zumbi tropical, e aproveitou para mostrar um clipe em animação que ela já havia produzido. Acabou surgindo assim a ideia de trabalharmos juntos e percebemos que ela realmente vestiu a camisa do projeto”, recorda Rafael.

CLIPES

O isolamento também intensificou a produção da banda, que não se encontra presencialmente desde março. Só em 2020 foram, antes de Cigarra, três webclipes, Heroes, Zumbi tropical e A mulher que amou demais. Os dois primeiros envolveram gravações em separado e produção e mixagem feita por Yuri. Em Cigarra, a banda resolveu aproveitar a gravação que fez ao vivo no canal de música Showlivre, e que gerou seu único álbum (ao vivo) lançado até agora.

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“Queríamos uma melhor captação de voz e bateria, mas depois gravamos camadas de teclados e guitarras. Como a gravação da Showlivre foi ao vivo, algumas guitarras tiveram que ser regravadas por conta do excesso de vazamento. O Yuri fez um trabalho muito bom na mixagem, ao conseguir dar uma nova atmosfera a essa música. Vimos que realmente se transformou em uma nova versão”, conta Rafael.

PRIMEIRO DISCO? OU SEGUNDO?

O disco do Ave Máquina gravado no Showlivre está nas plataformas e a banda o considera mais como um esboço do que vem por aí. “Foi uma maneira de mostrar o resultado de quase um ano enfiados dentro de um estúdio produzindo. Encaramos como um ‘prato de entrada’, queríamos ter o feedback das pessoas a respeito da nossa arte”, conta Fiu, que com os amigos, pensa em um álbum para 2021.

“Fomos forçados a nos reinventar. Apesar de não ser a maneira mais cômoda, conseguimos nos adaptar à distância. Isso nos deu confiança pra pensar num próximo passo. Nesse meio tempo surgiram novas composições, novas parcerias, então podem esperar que 2021 vai ser tão produtivo quanto esse ano. Sair da zona de conforto tem sido uma experiência fantástica”, completa.

Foto: Flávio Salgado/Divulgação

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Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

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Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

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Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

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A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

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Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

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Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

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Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

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Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

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