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No YouTube, áudios de shows de pop-rock nacional da MPB FM

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No YouTube, áudios de shows de pop-rock nacional da MPB FM

Pode ver: é só fechar uma livraria, uma boate, uma casa de shows, ou morrer alguém, que as pessoas se dividem em dois grupos proeminentes nas redes sociais. O primeiro é a galera que pranteia o morto. O segundo, mais barulhento e provocador, é a galera que reclama dos chorões, acusando-os de nunca terem ligado para a pessoa-casa de shows-livraria-ou o que o valha enquanto ela estava disponível.

Com ou sem lágrimas de crocodilo, o que não falta desde ontem no Facebook é gente lamentando o fim da MPB FM, a rádio carioca dedicada a sons brasileiros e suas variações, que passou a dar lugar a Band News desde a meia-noite de quarta (1). Gente famosa inclusive: a empresária Paula Lavigne publicou um vídeo no Twitter em que Caetano Veloso, ladeado pelo sambista Mosquito e por Mart’Nália, questiona: “No meu carro vai fazer uma falta horrível. Onde vamos ouvir música brasileira boa?”. Jota Quest, Paralamas do Sucesso e Gilberto Gil também fizeram seus protestos nas redes sociais, em luto pela rádio. Segundo postagens de ouvintes no Facebook, entre as últimas músicas executadas pela rádio antes da troca de emissora, estavam “Panis et circensis” (Mutantes), “Frevo mulher” (Zé Ramalho) e “Noite e dia” (Lobão). “Quem te viu, quem te vê”, clássico de Chico Buarque na voz de Zeca Pagodinho, foi cortado no meio para que entrasse o sinal da Band.

O jornal “O Globo” conversou com Ariane Carvalho, ex-diretora artística da rádio. Ela segue como dona da marca MPB FM e explicou que vendeu 50% da rádio para o Grupo Bandeirantes em 2012. O combinado, no ato, era que a identidade da programação fosse mantida por um determinado tempo – depois disso, a Band que fizesse o que quisesse. Ela também pretende levar programas como Faro MPB, Palco MPB e Samba Social Clube para outras rádios.

Se você ouvia pouco a rádio por não ser muito fã de MPB, vamos lá: até que a MPB FM dava um espaço (dosado) para o pop-rock brasileiro, em alguns programas. Um deles era o “Palco MPB”, apresentado por uma lenda do rádio FM brasileiro, Fernando Mansur. Além de ter as iniciais de “frequência modulada” até no nome, o cara foi da primeira turma da Rádio Cidade FM, em 1977 , e tocou vários hits nacionais em primeira mão.

Humberto Gessinger, por exemplo, esteve por lá divulgando seu trabalho solo recentemente.

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https://www.youtube.com/watch?v=k54biI9S2FU

Ed Motta subiu ao palco para divulgar o disco “AOR”, de 2013.

A ex-Kid Abelha Paula Toller também foi lá, solo.

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Erasmo Carlos lançou por lá o CD “Gigante gentil”, de 2014.

Não foi no Palco MPB, mas tá valendo: os Titãs fizeram seu último show com Paulo Miklos no Circo Voador, aqui no Rio, em noite promovida pela rádio. Foi em julho do ano passado.

https://www.youtube.com/watch?v=q_G1T9FrbJs

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Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

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Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Rockpop: rock (do metal ao punk) na TV alemã

Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #9: “Metallica”, Metallica

A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

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O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

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Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

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Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

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Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

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