O site Viral Thread explica que a Black Friday não é apenas um dia de compras com desconto. É também um dia de mortes e de gente machucada por ter saído na porrada ao disputar produtos em lojas – mais ou menos o que estamos acostumados a ver por aqui no aniversário dos Supermercados Guanabara. A fonte do portal foi um site que contabiliza os mortos e feridos da Black Friday. Não, não é piada, isso existe. Tá aqui e tem contagem em tempo real.

“Nos últimos onze anos, dez pessoas morreram como resultado direto da violência da Black Friday e mais de uma centena sofreram graves ferimentos no pânico das compras (…). A primeira morte ocorreu há quase uma década – quando Black Friday ainda era uma novidade. Um funcionário do Walmart chamado Jdimytai Damour foi pisoteado por cerca de 200 pessoas que inundaram a loja para conseguir uma pechincha. Um dos colegas de Damour a testemunharem a cena, descreveu o momento terrível em que centenas de compradores agressivos foram para cima do homem desavisado.
‘Eles tiraram as dobradiças das portas e ele foi pisoteado e morto na minha frente’, disse ele. ‘Eles também me derrubaram … Eu não sabia se eu ia nem continuar vivo. Eu literalmente tive que lutar pela vida”.

Teve também o caso de um senhor de 61 anos que teve um colapso dentro de uma loja Target, em 2011. O sujeito já tinha problemas cardíacos – mas não foi socorrido por cliente nenhum, e todos continuaram correndo atrás de ofertas enquanto o corpo jazia no chão. E uma causa comum de mortes na Black Friday é… tiros. Muita gente sai atirando nas outras por causa de compras.

Mais: em 2012 e 2013 rolaram acidentes de carros, causados por esgotamento de clientes. E uma das brigas mais bizarras aconteceu quando um cara tirou o cinto (sem se preocupar se as calças iam cair ou não, e caíram) e saiu chicoteando fregueses que passavam pelo seu caminho.