Graças a um garoto californiano de 11 anos, Micah Slentz, mais de mil crianças da África brincam de Lego pela primeira vez. Tudo porque, fanático pelo brinquedo, pediu mais um Lego enorme a seu pai quando tinha 5 anos. O pai alegou que ele já tinha brinquedos demais e disse que crianças em outros países não têm Lego.

“Aos 5 ou 6 anos, eu não compreendia que na Terra, havia crianças que nâo têm brinquedos”, contou no vídeo acima. Teve a ideia de mandar, com a ajuda de seu pai, caixas de Lego para a África. E depois montou com ele uma organização que dá um destino para as peças e jogos completos de Lego que você tem em casa, e com as quais nunca mais brincou. Começou a enviar jogos para Uganda, país eternamente flagelado pela pobreza, pelas guerras e por golpes de Estado. E sacou, no projeto, o quanto o Lego é importante para a educação de uma criança.

“Você aprende com ele geometria, adição, subtração”, conta Micah Slentz.

Para enviar os brinquedos para o país, Micah Slentz e seu pai (que se chama Sequoia Slentz) contataram a instituição de caridade Child Africa. “Quando eu tinha a idade dele, eu provavelmente sonhava em ser um cara cool, ou em alguma outra coisa superficial”, diz o pai. “Ver que ele tem um sonho que está ajudando outras pessoas me dá esperança para o futuro”.