Há algumas semanas, quem andava pelas ruas de Los Angeles deparou com cartazes como esse, pregados em paredes e postes.

"Tome banho no meu leite"
“Tome banho no meu leite. Oferta para homens apenas. Leite de soja, de amêndoa ou tradicional. Use minha esponja. Eu irei observar você”.

O serviço anunciado era… Bom, não sei nem o que dizer. Mas parece algo bastante sinistro. Uma mulher de cabelos brancos, aparência sisuda e enigmática, vestida com uma bata branca, sempre ao lado de um cara mergulhado no leite. Aliás, no “meu” leite (como assim “meu” leite?). O banheiro da foto, só para completar o circo de horrores, parece ter passado pela última faxina em 1922.

O tal site da mulher, anunciado no cartaz, existe. Mas só tem fotos da senhora ao lado de rapazes na banheira. Como essa aí embaixo.

"Tome banho no meu leite"

Não sei se você reparou, mas existe uma corda do lado da banheira, nas imagens. Sim, tem gente sem conseguir dormir, imaginando qual a utilidade dessa corda no tal “banho de leite”.

"Tome banho no meu leite"

E tem pessoas fazendo outras conjecturas a respeito das fotos.

“Os caras na foto do ‘tome banho no meu leite’ já morreram faz tempo, isso é fato”.

Claro que já tem vídeo sobre o assunto.

Antes de se perguntar como você vai dormir hoje de noite, calma que a história é só um viral criado por um cara chamado Alan Wagner. Ele é comediante e trabalha com publicidade. E falou pro New York Post que tudo começou quando uma empresa de bebidas pediu-lhe para criar um meme para a campanha de um refrigerante. Wagner veio com a ideia do “banho de leite”, a empresa odiou e ele resolveu criar tudo por conta própria.

“Em uma semana, o site já teve meio milhão de visitas”, conta. Wagner não foi à cata de um banheiro velho: ele e um amigo usaram a garagem de sua casa e compraram uma banheira antiga. Fabricar o cenário e contratar atores não custou mais do que US$ 300 para a equipe. Cada ator custou US$ 20. Agora o que interessa é: tem gente aparecendo para experimentar os banhos de leite? Pior que tem, sim.

“Eu tenho recebido centenas de mensagens. Não sei se as pessoas querem mesmo aquilo ou se perceberam meu humor insano”, conta. Aos futuros clientes, ele avisa que a senhora quer receber cartas escritas à mão, em que todos explicam por que são “candidatos superiores”. O endereço dado por Wagner é o de um amigo. Que mal foi avisado da situação. “Acho que ele vai ser inundado por cartas em breve”, diz.

(sugestão do amigo Marcelo Ferraz)