Falamos outro dia de um LP lançado pela Capitol em 1966 chamado LSD, que trazia uma reportagem falada sobre o ácido lisérgico, na época em que ele estava começando a se tornar uma droga recreativa. Não foi o único disco lançado na época a trazer a sigla na capa. O psicoterapeuta e guru do ácido, Timothy Leary – por sinal entrevistado para o disco da Capitol – fez questão de gravar em LP um discurso enorme sobre LSD naquele mesmo ano. E tacou as três letrinhas na capa.

O disco de Timothy saiu por um selinho chamado Pixie Records. Que funcionava em Nova York e lançou só esse disco. De acordo com o banco de dados do Rate Your Music, os dois LPs saíram no mesmo mês, agosto. Timothy por acaso, diferenciava seu álbum dizendo que não se tratava de um documentário. E procurava responder perguntas geralmente feitas a respeito do LSD. Qual era a duração de uma viagem, quais eram os cinco níveis de expansão da consciência, quais eram os efeitos do LSD, se ele poderia ser usado para fins recreativos, etc. Está tudo aí, com legendas em inglês.

1966 Timothy Leary - LSD

“Abri a Caixa de Pandora da realidade múltipla. Isso são só metáforas poéticas para falar de uma experiência para a qual eu deveria usar mais metáforas médicas e científicas (…) Posso dizer que por usar drogas psicodélicas, eu me tornei mais antenado com a rede de sinais neurológicos e com a sabedoria celular que irradia meu corpo em milhões de segundos. Nos últimos seis anos fiz a viagem para fora da minha mente, do meu corpo, mais de 300 vezes”, diz Leary.

Não foi a única investida discográfica de Leary sobre LSD, já que em 1966 saiu Turn on, tune in, drop out, um LP de quase uma hora com um discurso dele sobre o mesmo assunto. Em 1967, saiu um filme também chamado Turn on, tune in, drop out, dirigido pelo próprio Leary, que prometia experiências alucinógenas no cinema. A trilha é essa aí.