Tá faltando gasolina em 2018. Em 1986, no comecinho do Plano Cruzado, sobrou por uns tempos. Com direito a incremento monstro na exploração do petróleo e a declínio de preço nos barris, naquele mesmo ano. O assunto não é nossa especialidade, já avisamos. Para os mais curiosos, tem um relatório da Fundação Getúlio Vargas que fornece muitas informações sobre o assunto.

Porque o que interessa mesmo é que a linha de lubrificantes Lubrax, distribuída pela Petrobras, resolveu naquele ano dar um incremento nas vendas convidando uma turma meio famosa para participar de uns comerciais. Tim Maia apareceu fazendo uma releitura muito livre de seu hit Azul da cor do mar, Tetê Espíndola fez o mesmo com Escrito nas estrelas e Cauby Peixoto, idem com seu clássico Conceição.

No YouTube, tem gente falando que os vídeos são de 1984. Não são, até porque Tetê estourou com Escrito nas estrelas em 1985. Em ano de (ai) ufanismo crescente e de Copa do Mundo (frustradíssima para nosso país, por sinal), todas as músicas ganharam o acréscimo “é a força verde e amarela ajudando o Brasil mudar” no final.

Na biografia Vale tudo – O som e a fúria de Tim Maia, Nelson Motta lembra que o cantor estava em alta naquela época, com hits como Leva. E que deu uma boa engordada no cofre com o comercial. Só que… “Era muito engraçado, mas de eficiência mercadológica duvidosa: você deixaria o Tim Maia abastecer o seu carro?”.