Hino de tudo quanto era curso de inglês que se prezasse nos anos 1990, Losing my religion, do R.E.M., é uma canção de acento folk que já soou bem em pistas de dança, já bateu bem em horas de introspecção, etc. Em dezembro do ano passado, os ex-R.E.M. Michel Stipe e Mike Mills foram bater um papo com o programa Top 2000 a Gogo, da estação holandesa NDR, e explicaram um pouco a respeito dos significados da canção, e de como ela foi feita.

Losing my religion é de fato uma canção sobre perda de fé, mas não é bem isso. “O nome dela é um termo do Sul dos EUA que indica que algo aconteceu, e desafiou sua fé a ponto de você poder perdê-la. Mas a música fala de amor não-correspondido, não de religião. É sobre um amor não-correspondido em que não sei se a pessoa está ciente de mim”, conta Stipe.

R.E.M. esclarece Losing My Religion em entrevista na TV

Stipe recorda de ter gravado os vocais da música dançando igual a Sinéad O’Connor no clipe de Emperor new clothes. Esse aí de baixo. “Era algo que me lembrava de David Byrne alguns anos antes”, conta.

Mike Mills lembra que boa parte da música saiu do bandolim de Peter Buck. “Ele trouxe a música para o ensaio um dia e nos mostrou como era. Tive que inventar algo que a ancorasse e desse um fundo sólido. Tinha que ter um pouco de melodia, mas nada que ocupasse demais a música. Tinha que ser um final muito simples e em volume muito baixo”, conta.

Olha o clipe original aí.