O Bandcamp mandou bala outro dia numa materinha sobre psicodelia de terror. São bandas influenciadas por Black Sabbath, Coven, underground psicodélico dos anos 1960 e grupos pré-doom metal e stoner metal. E que fazem som pesado com climas aterrorizantes. Demos uma geral em três das melhores.

BLOODY HAMMERS. Uma dupla da Carolina do Norte, formada pelo guitarrista e vocalista Anders Manga e pela tecladista gótica Devallia. O posto de baterista é variável, mas está ocupado há algum tempo por um cara chamado Jack Griffin. Lançaram cinco discos de 2012 para cá – em 2017 foi a vez de The horrific case of Bloody Hammers, lançado pelo selo Napalm. Apesar da imagem assustadora da banda, o som consegue ser pesado e acessível ao mesmo tempo, com refrões bacanas e um e outro detalhe que lembra Sisters Of Mercy e Killing Joke.

Manga é fã de Roky Erickson, do monolito psicodélico 13th Floor Elevators, a ponto de ter batizado a banda com o nome de uma música solo dele. E num papo com a 100% Rock, diz adorar Nick Cave.

VENOMOUS MAXIMUS. Vindos de Houston, no Texas. Apesar de se definirem como heavy metal, o som é hard rock psicodélico. E muitas vezes lembra um Alice Cooper com vocais e ambientação meio gótica. Mas tem mais que isso. No warning, quarto disco, lançado esse ano, tem até uma vinheta que poderia estar num disco como Black celebration, clássico desesperador do Depeche Mode (1986).

“Essa é a banda (a do disco novo) que queríamos que você ouvisse quando inventamos o Venomous Maximus em 2009″, garantiu o vocalista Gregg Higgins num papo com a Noisey.

PSYCHEDELIC WITCHCRAFT. A neo-psicodelia aterrorizante ganhou sua Jinx Dawson (a “loura do banheiro” que é vocalista do Coven). E direto da Itália. O Psychedelic Witchcraft tem Virginia Monti nos vocais e nas letras. O som é bem mais “clássico” e bem mais próximo de matrizes como Led Zeppelin e Black Sabbath, com letras carregadas de visões demoníacas e atividades paranormais.

O grupo acaba de lançar o terceiro disco, Sound of the wind. E tem feito shows em festivais, durante os quais projeta Lucifer rising, do cineasta maldito Kenneth Anger, no fundo do palco.

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