O saudoso Peter Steele (1962-2010), vocalista do grupo de gothic metal Type O’Negative, era mais conhecido pela carranca que exibia nos shows e nas entrevistas. Em agosto de 1995, ainda divulgando o ultrasucesso Bloody kisses (1993, terceiro disco do Type), o cantor topou posar peladão para a revista americana Playgirl. Algo do qual se arrependeria mais tarde, ao ser informado de que apenas 23% dos exemplares foram adquiridos por mulheres. Seja como for, havia algumas datas para divulgar a publicação e lá foi Peter exibir a cara de mau no talk show de Jerry Springer.

Para quem só lembra de Steele no palco, o papo foi bastante… Er, curioso é uma maneira boa de descrevê-lo. A começar porque o show de Jerry era uma nave-mãe dos programas estilo tabloide, que viraram mania na TV brasileira nos anos 1990 – Marcia Goldschmidt, Silvia Poppovic, etc. O autodepreciativo Steele sentou-se ao lado de três “groupies” que iriam falar a respeito de “por que amavam sexo e rock´n roll”. Ao ser perguntado por Springer sobre se tinha gostado de ir ao programa, Steele respondeu apenas que se sentia “menos miserável”. Olha aí (tem legendas automáticas – ruins).

Entre os melhores momentos: Steele responde o que acha de ter mulheres se jogando nele a todo momento (“é parte do meu trabalho, não estou aqui para me divertir, estou aqui para pagar minhas contas”, diz), revela que sua mãe precisou atender uma fã nua, no Natal, vestida-despida apenas com um gorrinho de Papai Noel (“minha mãe atendeu e disse: ‘Peter não está em casa e você vai pegar uma pneumonia!'”) e faz facepalm quando ouve uma fã dizendo que ele é o melhor homem do mundo. Um sujeito humilde. R.I.P.