Não adianta: eu não tenho maturidade para ver sem rir a capa de um disco que promete “o órgão espetacular” de fulano. E nos anos 1960 e 1970 provavelmente muita gente também não conseguia ficar séria quando via um LP desses, ou quando bolava um. Na hora de bolarem as capas de álbuns de artistas como Ed Lincoln, Walter Wanderley e Ely Arcoverde, designers não deixavam para lá o fato de que o nome do instrumento musical também virava piada entre músicos e entre compradores de discos.

Ou talvez seja tudo maldade da cabeça de quem vê. Mas algumas das capas, só para aumentar a sensação de que havia alguma coisa errada, ainda traziam modelos. Ou até mesmo closes de bundas, como essa capa (extremamente cara de pau) de um músico chamado Lafitte – provavelmente um clone de Lafayette, organista oficial da Jovem Guarda. Ficam aí essas nove inesquecíveis capas para lembrar você que o Carnaval já tá aí e sexo, só com camisinha.