O mercado de jogos eletrônicos, bem antes do setor ter o papel redefinidor que tem hoje em dia, já foi bem mais maluco. Não dá pra dizer que foi melhor ou mais variado, mas bem antes da possibilidade de cada um ter seu computador em casa com milhões de jogos, ou de poder caçar Pokémon com o smartphone (alguém faz isso ainda?), cada empresa que queria lidar com videogames se virava como podia. Especialmente porque tinha uma tal de Atari dominando o mercado e ninguém queria ficar de fora. Olha aí cinco + 1 exemplos.

RCA STUDIO II. Esse game saiu em 1977, pouco antes de chegar às lojas o primeiro console de sucesso da Atari, o 2600. Não deu muito certo: não tinha joysticks, os gráficos eram em preto e branco e o único charme era ter, além do uso de cartuchos, cinco jogos embutidos. Foi tirado do mercado no ano seguinte, após vendas ínfimas no Natal. Quem queria comprar, comprou: a RCA ordenou uma baita queima de estoque do produto em 1978.

MATTEL FOOTBALL E MATTEL AUTO RACE: Ou você enxergava bem ou estava fora de brincar com esses dois jogos. Ou quem sabe poderia passar a desenvolver problemas de visão justamente por tentar enxergar os jogadores e corredores desses dois games, lançados há quarenta anos pela empresa norte-americana. Nesse caso, a história foi de sucesso. Várias crianças aderiram aos dois jogos, que ganharam propagandas na TV e ficaram extremamente populares.

REFLEX: Era uma espécie de Genius (lembra disso?), só que muito mais sinistro. Como o próprio nome já diz, o jogador precisava ter reflexos muito rápidos na hora de reagir às luzes que piscavam. Lá fora virou sucesso imediato e até hoje é vendido em lojas de usados.

COMPUTER BACKGAMMON: Aparentemente, a Mattel tinha preconceito enorme com pessoas que têm hipermetropia. Tá aí mais um joguinho da empresa que, caso você fosse comprar, precisava treinar muito bem a vista. No caso, era um gamão de bolso, computadorizado, que fez o maior sucesso nos anos 1980. Por algum motivo, um fã do jogo colocou o manual de instruções da bagaça no Youtube (veja imagens do bagulho aqui).

ATARI – THE EDUCATOR: Lembra (se não lembra, pergunte pro seu pai ou avô) da época em que se rodavam programas de computador em fita cassette? A Atari, que você possivelmente conhece mais por causa dos videogames em cartucho, viveu intensamente essa época. Lançou até um gravador K7 chamado The Educator, que rodava joguinhos educativos para crianças, como o Estados e Capitais. Mas não era só isso: antes você precisava ter o computador da Atari, plugar nele o cartucho de linguagem Basic e partir pro abraço. O kit também fornecia a você informações sobre como fazer pequenos programas em Basic. Como tem maluco pra tudo nessa vida, uma pessoa colocou o manual do aparelho em formato PDF. Divirta-se.