O sambista Jamelão, morto em 14 de junho de 2008, era dono de um humor muito peculiar. Não gostava de fã ou jornalista enchendo o saco. Ficava puto com piadinhas envolvendo sua escola de samba (Mangueira). E era capaz de brigar feio com alguém que ousasse chamá-lo de “puxador de samba”. Respondia que só existia “puxador” de carro, ou de fumo (era como a moral dos anos 1950 e 1960 chamava os consumidores de maconha). Em uma ocasião, deu um sai-pra-lá no vocalista de uma conhecida banda de reggae que tentou beijar sua mão.

Já sei que você está pensando que seres humanos como Jamelão fazem falta no mundo. Mas no vídeo abaixo, ele estava no auge da casca-grossice. Deu uma chegadinha no programa da saudosa Hebe Camargo, no SBT, conversou com ela no sofá e… recusou o tradicional selinho da apresentadora. Alegou que sua mulher o estava observando do outro lado da câmera. Na mesma entrevista a Hebe, ele acaba tendo que explicar (provavelmente pela milionésima vez, o que deve ter sido um desafio para a curtíssima paciência do sambista) sobre sua mania de andar com elásticos nas mãos. E relembra o dia em que foi entrevistado no Jockey Clube do Rio – e precisou encarar um repórter que lhe perguntou sobre aquela velha piada da “entrada da Mangueira”.

Depois da ida ao programa de Hebe, é visto recordando a história no palco do antigo Mistura Fina, no Rio, em 2003. “Fui no Programa da Hebe e ela queria me beijar. Eu: ‘Pô, não vai me beijar, eu vim aqui pra cantar. Que merda é essa?'”

E o trecho acima foi tirado do documentário Jamelão 90 anos, de Marco Altberg. Que você confere abaixo.


Via Mofo TV