Sexo, drogas, rock e monstros: Frankenstein na faculdadeSim, isso existe. Um dos inúmeros filmes criados em citação à obra Frankenstein, de Mary Shelley (que tá fazendo 200 anos) tentou recriar a história numa universidade canadense, em 1970.

Dr. Frankenstein on campus, produzido no Canadá, mostra o jovem cientista Viktor Frankenstein (Robin Ward), descendente do personagem duzentão, indo estudar manipulação de ondas cerebrais no Canadá, após perder seu cargo numa universidade na (adivinha onde?) Transilvânia. Em seu novo local de estudos, envolve-se com hippies radicais, sexo, drogas e… controle da mente.

Se você quiser ver o filme, talvez se assuste com o fato de que há bem pouco material disponível sobre ele. Tem esse trailer aí, cheio de gente de pegando, fumando maconha, e uma cena de um professor reclamando que “há monstros fazendo orgias no campus”.

E mais dois minutos do filme, em que o jovem Frankenstein discute com o professor sobre controle da mente (insistindo que bastam ondas cerebrais para isso) e acaba passando por uma pequena humilhação. Um colega leva um boneco de corda do monstro criado por Frankenstein e solta o bicho na sala de aula. A turma inteira cai no riso. Resta a Viktor esmagar o boneco.

Apesar do bullying, Frankenstein até que se dá bem. Em termos. Ele namora uma estudante chamada Susan Harris (Kathy Sawyer), que larga seu namorado Tony para ficar com ele. Viktor é dedurado por posse de maconha e perde o emprego. O fortão Tony, além do pé na bunda, vira vítima do cientista, que injeta nele pastilhas de controle cerebral – e ordena que ele mate todo mundo que foi responsável por sua demissão.

Robin Ward, que fez o papel-título do filme, foi homem do tempo da TV canadense e continuou trabalhando como ator – em filmes como Hurricane, de Norman Jewison. As opiniões sobre Dr. Frankenstein on campus são variáveis. Tem quem cultue, tem quem considere um cinco dos filmes mais bizarros já feitos sobre o cientista maluco. Num papo com o Coming Soon, Ward diz que ninguém nem sabia direito o que era aquilo.

“Só Deus sabe o que o filme deveria ser! Nenhum de nós realmente sabia. Eu acho que era um filme de terror. Certamente foi horrível”, contou, garantindo que nem lembrava do filme direito, porque “anos de terapia” haviam apagado o trabalho de sua memória. A produção ainda passou por uma mudança de nome, já que o filme se chamava Flick antes de trocar para Dr. Frankenstein on campus. E chegou a ser exibido com o primeiro nome.

“O filme ganhou culto e, às vezes, sou reconhecido pela minha parte na criação de um dos filmes mais tolos já feitos. Uma honra de que não sou digno. Foi muito divertido de fazer. Acho que eu ri muito durante o filme, especialmente durante alguns dos takes reais nos quais eu não deveria estar rindo. Agora, volto para o psiquiatra, eu acho”, completou.

Ah, a banda que aparecia tocando em alguns momentos do filme era um dos maiores orgulhos do rock canadense naquele momento, o Lighthouse. O maior hit deles é esse aí.