1976 foi um ano bastante agitado e tenso para Lou Reed. O ex-Velvet Underground lançou dois discos, Coney Island baby (janeiro) e Rock and roll heart (outubro), separados por dez meses e uma mudança de gravadora. De tanto investir em discos dele que não vendiam – apesar de fazerem sucesso com a crítica – a RCA aplicou-lhe um pé na bunda, em meados do ano. Lou foi salvo de problemas financeiros seríssimos pelo produtor Clive Davis, que o levou para a Arista, fez com que ele escapasse da falência e abriu-lhe a temporada de discos mais ou menos bem sucedidos, como Street hassle (1978).

Richard Robinson, que por acaso foi o produtor de alguns discos de Reed – e um dos grandes responsáveis por sua carreira solo – também dirigia uma revista de música com a mulher, Lisa. A Rock Scene andou pelas bancas dos Estados Unidos entre 1973 e 1982 e, faz alguns anos, teve toda a sua coleção scanneada e jogada na internet – você até já leu sobre isso no POP FANTASMA.

Em meio a essa confusão na vida de Reed e sua mudança de gravadora, Robinson passou na casa de Reed em Nova York para bater um papinho com o cantor, bater umas fotos e fazer uma materinha para a Rock Scene.

Em casa com Lou Reed

Em casa com Lou Reed saiu na edição de julho de 1976 e trazia Lou assumindo que era fã de televisão, tocando sua Fender Stratocaster de 1957, brincando com seu daschundinho Baron e mostrando o local onde ele cantava e compunha. Olha só que animado.

Em casa com Lou Reed Em casa com Lou Reed

(e a foto lá de cima não tem nada a ver com a matéria da Rock Scene: mostra Lou Reed fazendo tai-chi chuan e faz parte do acervo da cantora e coelhinha da Playboy Bebe Buell).