Há uns anos, circulou nas redes sociais um suposto trailer banido de O exorcista, filme de 1973 dirigido por William Friedkin. O tal trailer teria sido banido porque assustou demais a Warner quando o filme estava para ser lançado. As imagens do filme aparecem em flashes em negativo e se assemelham àqueles vultos que ficam na vista das pessoas quando elas veem algo com iluminação muito forte.

Se você nunca viu, tá aí a oportunidade. A trilha é a que Lalo Schifrin fez para o filme e que teria sido recusada por Friedkin. Ao que consta, a própria combinação de sons e imagens é o que teria dado medo na Warner.

A produção de Friedkin, um dos seres humanos mais bizarros da história da indústria cinematográfica, é considerada amaldiçoada por muita gente. Vários diretores (Stanley Kubrick e Arthur Penn entre eles) desistiram de fazer o filme antes de ele começar a ser rodado. Vários acidentes rolaram durante as filmagens: um incêndio quase destruiu o set, a atriz Ellen Burstyn machucou o cóccix, entre outros detalhes.

Nessa semana, Friedkin lançou na Netflix mais um produto envolvendo exorcismo. Mais que isso: foi até o Vaticano presenciar um exorcismo com os próprios olhos, e pôs tudo na série O Diabo e o Padre Amorth, que estreou na segunda (23) na Netflix. Para quem gosta do assunto, vale dizer que são nove sessões de exorcismo na série. Tudo real. O trailer segue abaixo.

E em março, se você não viu – eu não tinha visto – Friedkin reconheceu a autenticidade do tal trailer banido do Exorcista, num tweet. Olha só.

“Foi criado por Bud Smith, o editor do filme. É o melhor trailer do Exorcista. Mas a Warner ficou com medo porque era um trailer muito perturbador”.