Você já parou para se perguntar de onde vêm tantas palavras novas? Bom, pra começar, você pode não ter se dado conta, mas a cada ano surgem MUITAS delas. Algumas entram para o vocabulário da moda (“empoderamento” é uma praga que já dura uns bons quinze anos, mas de lá pra cá usa-se para tudo), outras são reaproveitamento de outras expressões (“lacrar” antigamente era só o que a Vigilância Sanitária podia fazer com um bar ou restaurante, e hoje é o que se vê). “Bitcoin” e “criptomoedas” ganharam força em 2017.

Esse vídeo do Ted-Ed narrado por Marcel Danesi, professor de semiótica da Universidade de Toronto, busca uma explicação para o surgimento dessas palavras novas – são mais de mil a cada ano, só levando em conta o Dicionário Oxford. “Conforme a ciência progride, as palavras que já conhecemos deixam lacunas no que queremos explicar”, conta. “Preenchemos essas lacunas de modo engenhoso, prático e ocasionalmente peculiar”. Em muitos casos, resolve-se isso emprestando palavras de outras línguas – especialmente se elas referem-se a conceitos que mal existem no país que precisa pegar uma expressão dali ou daqui. E isso afora os casos em que palavras têm contexto mudado por questões históricas ou até por tendências irônicas. Confira aí.