Irmão mais novo de Mick Jagger, Chris Jagger gravou discos nos anos 1970 e, apesar de ter sucesso inicialmente, não decolou. Acumulou trabalhos como ator, jornalista e até como fabricante de guitarras, na empresa Staccato. Em períodos de vacas magras, chegou a trabalhar como motorista de táxi. Mas voltou a mexer com música nos anos 1990 e hoje faz um som mais ligado ao blues e às origens do rock. E se apresenta sexta (1) no Mississippi Delta Blues Bar, aqui no Rio, ao lado do parceiro Charlie Hart (violino e acordeão) e dos brasileiros Cristiano Crochemore (guitarra), Cesar Lago (baixo) e Pedro Strasser (bateria, ex-Blues Etílicos).

Antes, deu uma passada no palco do The Noite, com Danilo Gentili, no SBT. Arriscou falar umas palavras em português, disse que ouviu bastante falar de Danilo “pelo meu sobrinho, Lucas” (filho de Mick com Luciana Gimenez) e revelou histórias dos roqueiros de quem foi amigo.

“O The Who era a banda mais louca. O baterista do The Who (Keith Moon) era loucão. Lembro que fomos a uma festa e tinha umas tendas grandes, a gente estava bebendo. E ele decidiu que iríamos derrubar as tendas, e ele derrubou. E ele gostava de fazer pegadinhas com os amigos”, conta. “Na época tinha muita droga, as pessoas tomavam muito Mandrix, um remédio pra dormir. E eles tomavam e apagavam. E às vezes eles dormiam numa casa e não conheciam ninguém lá. Muitas vezes caíam escada abaixo. Estavam tão relaxados que não se machucavam. Apagaram, acordavam uma hora depois e ‘Onde é que eu estou?’. Muitos excessos aconteceram”.

Chris também lembrou que ajudou a fazer uma jaqueta que Jimi Hendrix usou na capa de uma das edições de Electric ladyland (1968)