Se uma pessoa pode dizer que ganhou muitas coisas na vida graças a Blade Runner, esse alguém é o artista plástico sueco Anders Ramsell. Começou quando em 2012 ele usou nada menos que 12 597 pinturas para recriar cerca de 35 minutos do filme originalzão de 1982, de Ridley Scott. Ramsell começou as aquarelas em março de 2011, e terminou em novembro de 2012.

Blade Runner – The aquarelle edition (é o nome oficial do vídeo) “segue a storyline original do filme, mas tomei a liberdade de mudar um monte de coisas”, diz o autor. “Nunca foi minha intenção fazer uma versão exata do filme, que seria algo sem propósito. Ao invés disso, quis criar uma coisa diferente e nunca vista”.

Esse filme acabou viralizando na internet e sendo exibido em festivais, o que rendeu mais fama para Ramsell. E por causa de sua Aquarelle edition, ele acabou sendo procurado pelo próprio Rutger Hauer – o replicante Roy Batty de Blade runner (por sinal, aí embaixo você confere imagens do dia em que o Blade Runner de aquarela foi exibido no Van Gogh Museum, em Amsterdã).

Hauer acabou sendo convidado por Ramsell para fazer a narração de um outro filme feito por ele em aquarela: genderness (o nome é assim mesmo, em minúsculas). A produção estreou no circuito de festivais em 2016 e, usando como personagens abelhas e colmeias, fala sobre um tema que é a cara de 2017: pessoas que escolhem não ter gênero definido, nem homem, nem mulher. “Para mim, é uma metáfora para escolher ser homem ou mulher … Só para perceber que na verdade não tenho que fazer essa escolha, eu posso ser ambos”, diz Anders num texto de seu site.

Olha o trailer de genderness.